domingo, 26 de janeiro de 2014

Acompanhe a rota migratória dos ursos polares

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© Patrick Kelley , da Guarda Costeira / Wikimedia Commons EUA
Entre outubro e novembro, os ursos polares de Churchill, no Canadá, se reúnem para esperar que a águia da Baía de Hudson se congele para ter acesso às zonas de caça. Desde ontem, qualquer pessoa pode acompanhá-los pela internet, graças a uma série de câmeras instaladas em vários locais da cidade e nas margens da baía, rotas típicas da migração anual dos ursos.
Financiadas por uma bolsa de 600 mil dólares, as câmeras foram instaladas pela Explore e Polar Bears International sobre una torre de observação no parque nacional de Wapusk, uma cabana e nos veículos turísticos da Tundra Buggy.
A cidade de Churchill, na província canadense de Manitoba, tem pouco mais de 800 habitantes e é conhecida como a capital mundial dos ursos polares.
Além de ter a maior concentração desses animais e uma próspera indústria do ecoturismo, Churchill não tem estradas que ligam a cidade à capital da província, Winnipeg, e o acesso se dá apenas por via aérea ou ferroviária.

© Martin Lopatka / Wikimedia Commons
Devido à grande concentração anual, os ursos de Churchill estão entre os mais estudados no mundo. No entanto, há mais de 20 anos os cientistas vêm registrando um declínio significativo de sua população, que associam à mudança climática.
“No Explore.org, não podemos solucionar o aquecimento global, mas nossas câmeras podem nos aproximar da natureza”, declarou Charlie Annenberg , fundador do site. “Resumindo, os cidadãos são agora os cientistas”.
Embora a experiência seja nova para os amantes da natureza, ela também permite observar os efeitos do aquecimento global no Ártico.
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© Teresa / Wikimedia Commons
Segundo especialistas, o aquecimento na área ampliou os dias sem gelo na baía, o que impede o acesso dos ursos às áreas onde vivem as focas-aneladas, seu principal alimento.
“Eles voltam ao gelo em condições piores a cada ano”, explica Martyn Obbard, pesquisador do Ministério de Recursos Naturais de Ontário, Canadá. Entre as mudanças climáticas estudadas no Ártico, incluem-se as temperaturas elevadas e a perda de gelo marinho.
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© Martin Lopatka / Wikimedia Commons
Na baía de Hudson, onde estão as câmeras, a ruptura das camadas de gelo ocorre três semanas mais cedo do que há 30 anos, reduzindo temporada de alimentação do ursos. É por isso que os usros que observamos agora, ao vivo pela internet, são menores e em menor número que em 1980. Segundo estudos comparativos, o peso médio das ursas passou de 290 quilos em 1980 para 230 em 2004.

© Scott Schliebe, U.S. Fish and Wildlife Service / Wikimedia Commons
Não existem soluções simples para o aquecimento, mas o primeiro passo é sempre a conscientização da comunidade global.

Ursos polares não suportam onda de frio nos EUA



As condições climáticas trazidas pela onda de frio intenso que atinge os EUA neste inverno vêm colocando em risco até mesmo os ursos polares que vivem nos zoológicos norte-americanos. Com os termômetros chegando a marcar cerca de -40ºC, os funcionários do Lincoln Park Zoo, em Chicago, foram obrigados a manter os ursos em locais fechados, para garantir o aquecimento dos animais, habituados com as baixas temperaturas do polo norte.
É o caso da ursa polar Anana, que passou a ser mantida num ambiente aquecido e rigorosamente controlado pelos veterinários do zoológico. O frio é tão intenso, que, somente em determinados horários do dia, o animal sai para brincar com a neve do lado de fora.
Os visitantes e funcionários do zoológico de Chicago repararam que os ursos polares pouco apareciam, pelo fato de se esconderem das baixas temperaturas. Assim, para não comprometer sua sobrevivência, os animais foram colocados em locais mais confortáveis.
De acordo com o meteorologista norte-americano John Hammond, a onda de frio que assola as regiões norte e central dos EUA é conhecida como vórtice polar, e vem sendo causada por diversos fatores, que podem estar diretamente ligados ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

Tigre-branco-neve


Os tigres-branco-neve são dez vezes mais raros que os tigres-brancos. A coloração pálida de um tigre-branco é causada pela presença de um gene recessivo. Existe uma outra característica genética que faz com que as listras do tigre sejam muito pálidas. Tigres-brancos desse tipo são chamados de "branco-neve" ou "branco puro". O tigre-branco-neve não é albino.

Lagartixa-satânica-cauda-de-folha

Esse bicho nativo de Madagascar tem a incrível capacidade de ficar idêntico a folhas verdes ou secas, caules, lodo, troncos de árvore, e várias outras textures e cores que aparecerem no ambiente ao redor.


Foto: Lagartixa-satânica-cauda-de-folha - 

Esse bicho nativo de Madagascar tem a incrível capacidade de ficar idêntico a folhas verdes ou secas, caules, lodo, troncos de árvore, e várias outras textures e cores que aparecerem no ambiente ao redor.


#MAT - Matheus Castucci

Fonte : Revista Super Interessante 

Estagiário - Fatos Desconhecidos